A presidente Dilma Rousseff lamentou, por meio de nota, a execução do traficante brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, preso em 2003 ao tentar ingressar na Indonésia com quase 14 quilos de cocaína.
A petista disse estar “consternada e indignada” com o cumprimento da pena capital, apesar de respeitar a “soberania e o sistema jurídico indonésio”.
No texto, distribuído pela Secretaria de Comunicação Social, Dilma destaca que a sociedade mundial tem condenado cada vez mais a pena de morte e que a relação entre o Brasil e a Indonésia está afetada.
O embaixador brasileiro em Jacarta será chamado para consultas na próxima semana.
LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA:
A Presidente Dilma Rousseff tomou conhecimento – consternada e indignada – da execução do brasileiro Marco Archer ocorrida hoje às 15:31 horário de Brasília na Indonésia.
Sem desconhecer a gravidade dos crimes que levaram à condenação de Archer e respeitando a soberania e o sistema jurídico indonésio, a Presidente dirigiu pessoalmente, na sexta-feira última, apelo humanitário ao seu homólogo Joko Widodo, para que fosse concedida clemência ao réu, como prevê a legislação daquele país.
A Presidente Dilma lamenta profundamente que esse derradeiro pedido, que se seguiu a tantos outros feitos nos últimos anos, não tenha encontrado acolhida por parte do Chefe de Estado da Indonésia, tanto no contato telefônico como na carta enviada, posteriormente, por Widodo.
O recurso à pena de morte, que a sociedade mundial crescentemente condena, afeta gravemente as relações entre nossos países.
Nesta hora, a Presidenta Dilma dirige uma palavra de pesar e conforto à família enlutada.
O Embaixador do Brasil em Jacarta está sendo chamado a Brasília para consultas.

Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social
Presidência da República”
 
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