Segundo o promotor Manoel Serejo, no mesmo dia foi iniciada a apuração e serão ouvidos os representantes das prefeituras de Santa Rita e Bayeux, do Samu e do aeroporto, convocados para uma audiência pública na quinta-feira (18), às 15h.
"A audiência terá finalidade de entender por que, depois de duas mortes neste mesmo aeroporto, a outra ocorrida há um ano e meio, ainda não há atendimento de primeiros socorros, ainda não tem uma farmácia, falta um posto médico. Queremos uma solução para que não venha a se tornar uma situação de morte sempre que houver um caso de necessidade de atendimento, chamar os responsáveis para resolver o problema. Não podemos ficar omissos", explicou o promotor Manoel Serejo.
Entenda o caso
Segundo o Samu, a idosa estava no aeroporto para acompanhar o filho, que iria embarcar, quando passou mal. Os familiares da mulher procuraram atendimento médico no local, mas foram informados que não havia posto médico no aeroporto. Ainda de acordo com a equipe que realizou o socorro, a idosa foi vítima de infarto fulminante. Ana Cláudia Carvalho, a médica do Samu responsável pelo atendimento, comentou que se houvesse um posto médico no aeroporto e o socorro tivesse sido feito com mais rapidez, as chances de reanimar a vítima teriam sido maiores.
Infraero
De acordo com nota enviada pela Infraero, o órgão prestou apoio aos familiares da idosa e adotou os procedimentos previstos pelo Plano de Emergência do Aeroporto. Segundo a nota, a supervisão do aeroporto foi acionada às 2h35 [do dia 11 de setembro] para realizar o atendimento e "os procedimentos de primeiros-socorros foram aplicados com os equipamentos de emergência do aeroporto, enquanto o atendimento especializado do SAMU era aguardado". O documento ainda relata que o Samu chegou 2h45, quando os procedimentos foram intensificados.
